À espera de uma conexão
Os olhares fixados atenciosamente para o painel de informações onde aparecem as informações dos voos chamam a atenção de quem passa. Ao subir a escada rolante para o terceiro piso do terminal novo, como é conhecido pelos funcionários das poucas lojas que ainda restam, havia um casal de idosos sentado em um canto, longe de tudo e de todos. O homem, aparentemente um senhor de uns 60 anos, com uma fisionomia fechada, estava ao lado da esposa, uma senhora sorridente, mas com um ar de cansaço e com o corpo totalmente relaxado na poltrona que se chegava a se esparramar de tão à vontade.
No início, o senhor pareceu rejeitar a conversa com o repórter. Ficou sentado, com semblante fechado, com fisionomia diferente. Deveria estar cansado. A esposa, muito simpática, chamava-se Cristina Ribeiro, 59 anos.
Com sorriso estampado no rosto, a senhora relatou que aguardava uma conexão para São Paulo. Vinha de Buenos Aires, viagem que programa há dois anos e que durou cerca de 30 dias. Devido ao nascimento de seu primeiro neto, Francisco, hoje com dois anos, acabou deixando a viagem de seus sonhos como segundo plano.
Cristina conta que, ao chegar ao destino, se sentia uma criança novamente. Visitou diversos lugares durante sua estada em Buenos Aires, mas falava com muita euforia do Puerto Madero, um dos pontos turísticos mais procurados na Argentina. Sua localização é na região leste da cidade e fica junto o antigo porto de Buenos Aires, que possui uma extensa variedade de espaços gastronômicos e ainda conta com docas que foram transformadas em sofisticados restaurantes e lofts residenciais que conservam uma linda arquitetura antiga, com estilo inglês.
Um pouco antes de terminar a conversa, o senhor que achou melhor não se identificar, pegou primeiro a mão da senhora do sorriso simpático. Depois, segurou sua bolsa. Desceram as escadas sem darem adeus.
Um pouco antes de terminar a conversa, o senhor que achou melhor não se identificar, pegou primeiro a mão da senhora do sorriso simpático. Depois, segurou sua bolsa. Desceram as escadas sem darem adeus.
Por Luan Pazzini
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